DIVULGAÇÃO Especializada em primeira infância há mais de 40 anos, em Salvador, a escola propõe um novo jeito de pensar a volta ao trabalho e a chegada da criança a um novo ambiente. Há um momento na vida de muitas famílias em que duas coisas acontecem quase ao mesmo tempo: o filho começa a dar os primeiros passos e os pais sentem que precisam recuperar parte da própria rotina, seja voltando ao trabalho, retomando a carreira ou simplesmente respirando um pouco depois dos primeiros meses de maternidade e paternidade.
É justamente nesse cruzamento que atua a Colmeia Mater, a nova experiência da Escola Colmeia, especializada na primeira infância — a fase que vai, aproximadamente, do início dos primeiros passos aos 3 anos de idade. A proposta da escola parte de uma pergunta que, segundo a equipe pedagógica, resume boa parte da angústia das famílias nessa etapa: é possível voltar a cuidar da própria vida sem que o filho "pague o preço" por isso?
"A gente ouve muito os pais dizerem que precisam voltar ao trabalho, mas têm medo de que isso signifique abrir mão de alguma coisa importante para o desenvolvimento da criança. Nosso trabalho começa exatamente aí: mostrar que as duas coisas podem acontecer juntas", explica a coordenação pedagógica da escola. Uma categoria própria, entre a creche tradicional e a escola Segundo a instituição, a Colmeia Mater não deve ser comparada apenas a berçários, creches ou babás — ainda que cumpra, também, a função de cuidado.
A diferença, afirma a escola, está em tratar essa fase como uma experiência pedagógica específica, e não como uma simples antecipação da educação infantil tradicional. "Não trabalhamos para que a criança aprenda antes da hora.
Trabalhamos para que ela viva as experiências certas na hora certa", resume a equipe da escola, ao descrever a filosofia que batizam de Pedagogia do Afeto — a ideia de que vínculo, acolhimento e segurança emocional não substituem a competência pedagógica, mas são a base sobre a qual ela se constrói. Como funciona a adaptação dos pequenos
DIVULGAÇÃO Um dos pontos mais sensíveis para qualquer família que considera matricular uma criança pequena é a adaptação — o período da primeira separação. Para isso, a Colmeia Mater desenvolveu uma abordagem própria de acolhimento, batizada de método A.C.O.L.H.E.R., que orienta a entrada gradual da criança e também da família na rotina da escola. Na prática, isso significa conhecer a rotina, os vínculos e as experiências anteriores de cada criança antes de propor qualquer tipo de "encaixe" em uma turma.
A ideia, segundo a escola, é que a adaptação não seja tratada como um teste que a criança precisa vencer, mas como um processo relacional, respeitando o tempo de cada uma. A partir daí, a jornada da criança segue uma lógica que a escola resume em três palavras: pertencer, explorar e conquistar. Primeiro, a criança precisa sentir que aquele espaço também é dela.
Só depois disso ela se sente livre para explorar — e é da exploração que nascem as pequenas conquistas do dia a dia: comer sozinha, comunicar um desejo, brincar com outra criança, tentar de novo depois de errar. O que existe por trás da brincadeira
DIVULGAÇÃO Uma das frases mais usadas pela equipe da Colmeia para explicar o próprio trabalho é: "o pai vê, o educador enxerga, a criança está construindo". A ideia é simples: uma criança pequena enchendo e esvaziando um pote de água, por exemplo, pode parecer, aos olhos de um adulto, apenas uma brincadeira. Para um educador especializado em primeira infância, no entanto, aquele gesto pode envolver coordenação motora, noção de causa e efeito, comparação de tamanhos, persistência e linguagem.
É esse tipo de tradução — mostrar às famílias o que está por trás de gestos aparentemente banais — que a escola aponta como um dos seus principais diferenciais, especialmente para pais que já se interessam por temas como desenvolvimento infantil, mas ainda têm dúvidas sobre como avaliar, na prática, a qualidade de uma proposta pedagógica. Uma escola pensada também para os adultos Se a criança vive a própria jornada dentro da Colmeia Mater, a família também passa por um processo.
Segundo a escola, à medida que os pais conhecem a rotina, a equipe e a proposta pedagógica, começam a confiar o suficiente para compartilhar o cuidado — sem que isso signifique, segundo a instituição, perder o lugar de referência afetiva do filho. "A família continua sendo a base, sem precisar ser o mundo inteiro", resume a equipe pedagógica, ao falar sobre o papel da escola na vida dos pequenos que, aos poucos, começam a ampliar as próprias relações para além do ambiente doméstico.
A proposta é sustentada por referências como Jean Piaget, Lev Vygotsky, Howard Gardner e a pedagogia de Reggio Emilia, além da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a Educação Infantil — documentos que, segundo a escola, reforçam a ideia de que brincar, conviver e explorar são formas legítimas de aprendizagem nos primeiros anos de vida.
Como conhecer a proposta A Colmeia Mater recebe famílias para conhecer, presencialmente (Itaigara ou Jaguaribe), a rotina, os ambientes e a equipe pedagógica antes de qualquer decisão de matrícula. Segundo a escola, a visita costuma ser o momento em que os pais conseguem enxergar, na prática, o que até então era apenas um conceito. Mais informações sobre unidades, turmas e agendamento de visitas podem ser obtidas diretamente com a Escola Colmeia.
Escola Colmeia Itaigara: Al. Benevento, 28 - Pituba, Salvador - BA, 41830-355 Escola Colmeia Jaguaribe: R. da Fauna, 92 - Piatã, Salvador - BA, 41613-058 @escolacolmeiaoficial (71) 3512-1676 (71) 8461-5255 (WhatsApp)
