Empresária morre após cirurgia plástica em hospital de Goiânia, diz família A empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morreu no dia 12 de agosto após ser submetida a procedimentos no rosto em uma clínica em Goiânia. Conforme já apurado pelo g1, o médico otorrinolaringologista Lessandro Martins foi responsável pelos seis procedimentos no rosto, entre eles uma ritidoplastia profunda e lipoaspiração no pescoço.
Otorrino com mais de 20 anos de experiência em plástica facial: veja quem é o médico que operou empresária que morreu após cirurgia Andreia passou ainda por uma frontoplastia, mentoplastia e blefaroplastia, além de aplicação de gordura no rosto. A empresária pagou R$ 118 mil pelos procedimentos e não passou por uma consulta presencial com o médico antes da operação, segundo a irmã de Andreia, Djiane Vieira.
Empresária que morreu após cirurgia plástica fez ritidoplastia profunda, lipoaspiração no pescoço e mais quatro procedimentos, diz família Ao g1, a defesa de Lessandro Martins lamentou a perda de Andreia e disse que todos os exames e procedimentos pré-operatórios foram seguidos adequadamente (leia nota completa abaixo). O texto diz ainda que o hospital contava com a estrutura exigida para a realização do procedimento.
✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O relatório de um laudo solicitado pela família informou que o procedimento teve início às 7h45 e se estendeu até as 17h40, quando Andreia foi levada de volta ao quarto após quase dez horas no centro cirúrgico. A causa da morte foi trombose aguda e infarto pulmonar. Segundo Djiane, a empresária tinha vindo da Espanha para a capital para realizar os procedimentos.
Empresária Andreia Vieira Gaspar morreu após cirurgia na face com o médico Lessandro Martins. Reprodução/TV Anhanguera/Redes sociais de Lessandro Martins Cirurgia durou quase dez horas Ao g1, Djiane contou que a equipe médica responsável pelo atendimento da empresária tentou reanimá-la por quase duas horas no dia da morte. Segundo a irmã, os profissionais iniciaram as tentativas de reanimação às 2h40 e pararam por volta das 4h30.
Empresária que morreu após plástica: equipe médica tentou reanimação por quase duas horas, diz família Djiane, que acompanhava a irmã no quarto, relatou que Andreia voltou da operação bastante debilitada, com inchaço excessivo e queixas constantes de falta de ar e sensação de sufocamento. De acordo com prints apresentados por Djiane, enquanto presenciava a irmã passando mal e apresentando piora na respiração, ela implorou, em um grupo de mensagens com a equipe médica, que Andreia fosse socorrida.
A família denuncia que houve negligência no atendimento. “A minha irmã tá morrendo. Pelo amor de Deus.
Vocês atende, ninguém aparece. Pelo amor de Deus.” Cirurgia Andreia morava na Espanha havia cinco anos e foi para Goiânia para realizar o procedimento que, segundo a família, era um sonho antigo. “Foram dois anos que ela ficou poupando.
Não é fácil você reunir R$ 118 mil ganhando salário. Então era um sonho na cabeça dela que já vinha de anos”, afirmou Djiane.
LEIA TAMBÉM: Morte: Empresária morre após cirurgia plástica em hospital de Goiânia, diz família Filho: Empresária que morreu após cirurgia plástica deixa filho autista' totalmente dependente dela’, diz irmã Quem é o médico: Otorrino com mais de 20 anos de experiência em plástica facial: veja quem é o médico que operou empresária que morreu após cirurgia Ela teria começado a se organizar financeiramente para fazer a cirurgia cerca de dois anos antes. O procedimento custou R$ 118 mil.
Segundo familiares, Andreia entrou em contato com a equipe médica pelas redes sociais e as tratativas foram feitas inicialmente por meio de mensagens. Investigação O Ministério Público de Goiás informou que encaminhou à Polícia Civil um ofício solicitando a abertura de inquérito para investigar a possível prática de homicídio culposo. A família também questiona o atendimento prestado durante o pós-operatório e afirma que Andreia poderia ter recebido assistência médica antes da piora do quadro.
A defesa do Hospital Ankar afirmou que Andreia recebeu atendimento de emergência imediato, com assistência das equipes médica e de enfermagem e adoção das medidas necessárias diante do quadro apresentado. O hospital também informou que os registros do atendimento estão documentados em prontuário e poderão ser disponibilizados às autoridades. A família afirma que pretende colaborar com as investigações e busca esclarecimentos sobre o atendimento prestado à empresária antes da morte.
Otorrino com mais de 20 anos de experiência em plástica facial O médico otorrinolaringologista Lessandro Martins, responsável pela cirurgia plástica da empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, que morreu após a realização dos procedimentos, tem mais de 20 anos de experiência em plástica facial, com ênfase em otorrinolaringologia, segundo informações do seu site profissional. Mas, há pelo menos seis anos, ele se dedica exclusivamente aos procedimentos faciais.
Otorrino com mais de 20 anos de experiência em plástica facial: veja quem é o médico que operou empresária que morreu após cirurgia Nas redes sociais, ele informa ser de Curitiba, com atuações em Goiânia e em Rio Verde, onde mora. Segundo o portfólio, Lessandro é graduado em medicina pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Camp), com experiência em cirurgia em Bogotá, na Colômbia.
O médico também é membro fundador da Academia de Plástica Facial e membro da Academia Americana de Cirurgia Plástica da Face e da Academia Europeia de Cirurgia Plástica da Face. A clínica na qual Lessandro atua e que leva o seu nome tem uma equipe com pelo menos outros sete profissionais, segundo dados do site. Nota do médico Lessandro Martins A defesa do Dr.
Lessandro Paiva Martins lamenta profundamente o falecimento de Andreia Vieira Gaspar, ocorrido em 12 de agosto de 2026, e manifesta sua solidariedade aos familiares e amigos. Acima de qualquer questão técnica, estão a perda de uma vida e a dor de uma família. Desde o início, o médico tem colaborado ativamente com a apuração dos fatos, apresentando toda a documentação que comprova o cumprimento dos protocolos adotados.
Os exames imprescindíveis foram solicitados, inclusive a avaliação de risco cirúrgico. A paciente foi avaliada e liberada por seu médico particular para a realização da cirurgia. Eletrocardiograma, raio-X de tórax e análises laboratoriais foram avaliados e estavam adequados; os resultados não indicavam infecção nem apontavam impedimento para a intervenção.
Andreia fazia uso de terapia hormonal, composta por testosterona em gel, estradiol em gel e progesterona micronizada por via oral, informação que havia sido comunicada à equipe do Dr. Lessandro. Como medida de cautela, foi orientada a suspensão da terapia hormonal uma semana antes da cirurgia.
De acordo com a avaliação médica, considerando as medicações utilizadas e suas vias de administração, o esquema hormonal não representava, por si só, risco trombótico aumentado relevante que impedisse a realização do procedimento. A equipe do Dr. Lessandro também estava ciente de que a paciente viria de Madrid, na Espanha, para o Brasil antes da cirurgia.
Há registro de contato da própria paciente com a equipe, cerca de uma semana antes do procedimento, informando que já se encontrava no país. Considerando seu perfil clínico, os exames pré-operatórios dentro da normalidade e a ausência de fatores de risco trombótico conhecidos relevantes, o intervalo entre a viagem aérea e a cirurgia foi considerado adequado, e não havia contraindicação ao procedimento em razão do deslocamento. Andreia também passou por consulta presencial com o Dr.
Lessandro antes do procedimento. Foi indicada e realizada uma cirurgia facial, considerada um ato cirúrgico único, com duração adequada e dentro dos parâmetros da medicina. A intervenção ocorreu em estabelecimento devidamente habilitado, com estrutura compatível e em conformidade com as exigências aplicáveis, contando também com suporte de UTI móvel.
Cabe o registro de que tudo transcorreu normalmente, inclusive no pós-operatório. A paciente se alimentou, conversou e estava bem até passar mal horas depois. Após a intercorrência, o Dr.
Lessandro foi avisado e participou, em conjunto com outros médicos, das manobras de reanimação, que se estenderam por cerca de duas horas na tentativa de reverter o quadro. Segundo a necropsia realizada pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), foi identificada trombose coronariana aguda em tronco da artéria coronária esquerda, em coração livre de doença aterosclerótica, além de infartos pulmonares bilaterais. O óbito foi classificado como decorrente de causa natural.
Três pareceres elaborados por profissionais distintos e independentes analisaram o caso e concluíram, de forma convergente, que não há nexo causal, direto, indireto ou concausal, entre a atuação do Dr. Lessandro e o óbito, tampouco elementos que caracterizem negligência, imprudência ou imperícia. Em 28 de agosto de 2026, foi realizada a exumação do corpo para avaliações complementares, cujos resultados ainda são aguardados.
A defesa seguirá à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários. Nota do Hospital Ankar A advogada responsável pela defesa do Hospital Ankar, Cristiene Pereira Couto, informa que a unidade lamenta profundamente o falecimento da paciente Andréia Vieira Gaspar e manifesta solidariedade aos seus familiares. A defesa esclarece que a paciente recebeu atendimento de emergência imediato, com assistência da equipe médica e de enfermagem e adoção das medidas necessárias diante do quadro apresentado.
É importante destacar que a avaliação e os exames pré-operatórios foram realizados externamente, antes da admissão da paciente no Hospital Ankar para a realização do procedimento cirúrgico. A partir da intercorrência, a paciente foi prontamente assistida pelos profissionais presentes, com utilização da estrutura hospitalar necessária e realização das medidas de emergência indicadas.
Todos os registros referentes ao atendimento estão devidamente documentados em prontuário, que poderá ser disponibilizado às autoridades competentes sempre que necessário. O Hospital Ankar permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos pertinentes e colaborar integralmente com a apuração dos fatos, com transparência, responsabilidade e respeito à paciente, à família e aos profissionais envolvidos. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
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