Irã acusa EUA de ataque a petroleiro em meio à escalada de tensões no Oriente Médio AP/Vahid Salemi O Irã acusou neste sábado (5) os Estados Unidos de atacar um petroleiro iraniano próximo à ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, ampliando as tensões entre os dois países após a retomada dos confrontos na última semana. Washington não comentou a acusação, e não houve relatos de retaliação.

Enquanto isso, a violência também aumentou em outras frentes do Oriente Médio, com novos ataques no Iêmen e no Líbano e críticas do embaixador dos EUA em Israel à atuação de colonos israelenses na Cisjordânia ocupada. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O embaixador dos Estados Unidos em Israel voltou a condenar a violência praticada por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada e classificou as ações como "atos de terror".

Neste sábado, Mike Huckabee chamou os colonos de "terroristas", termo que autoridades americanas costumam empregar para se referir a militantes palestinos. Ele discursava para moradores palestino-americanos na vila de Turmus Ayya. Agora no g1 "Se houver ocupantes ilegais que chegam, hasteiam suas próprias bandeiras e se apropriam de algo que não lhes pertence, se queimam um carro, se incendeiam uma mesquita, se invadem a casa de alguém e a vandalizam, picham as paredes, isso é um ato criminoso.

Mas vai além de um ato criminoso. É um ato de terror", afirmou Huckabee. No mês passado, o embaixador já havia criticado a violência de colonos após semanas de distúrbios na cidade de Qusra, onde diversas casas, incluindo a de um palestino-americano, foram cercadas.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou as ações de um "pequeno grupo de manifestantes violentos", enquanto o Ministério das Relações Exteriores classificou a atuação dos colonos como "uma vergonha". O governo de Netanyahu, considerado o mais ultranacionalista e religioso da história de Israel, ampliou a construção de assentamentos na Cisjordânia. A maior parte da comunidade internacional considera esses assentamentos ilegais.

Houthis acusam o governo do Iêmen de matar três pessoas Guerra no Oriente Médio: pela primeira vez, rebeldes houthis do Iêmen realizam ataques Reprodução/Jornal Nacional Os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, afirmaram que forças do governo do Iêmen mataram pelo menos três pessoas no oeste e no sudoeste do país. Os ataques ocorreram na sexta-feira (4), nas províncias de Hodeida e Taiz, no mesmo dia em que o Exército iemenita informou ter realizado mais de 15 bombardeios contra posições houthis.

Segundo autoridades houthis em Hodeida, um pai e sua filha morreram após um ataque à casa da família no distrito de Jarahi. Em Taiz, um bombardeio matou um homem e feriu outro, de acordo com a emissora Al-Masirah, controlada pelos rebeldes. Os combates se intensificaram nas últimas semanas ao longo da costa oeste do Iêmen, próxima a uma importante rota marítima de abastecimento.

Ataques israelenses matam três pessoas no Líbano O Ministério da Saúde do Líbano informou que ataques israelenses mataram três pessoas e deixaram quase 20 feridos no sul do país e no leste do Vale do Bekaa. O Exército de Israel afirmou ter atacado posições do Hezbollah na noite de sexta-feira em resposta ao lançamento de um drone contra tropas israelenses no sul do Líbano. Segundo os militares, o equipamento foi interceptado e nenhum soldado ficou ferido.

Em junho, Líbano e Israel firmaram um acordo-quadro mediado pelos Estados Unidos, que prevê a retirada das forças israelenses das áreas ocupadas no sul do território libanês em troca do desarmamento do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Desde então, porém, houve poucos avanços, e o Hezbollah segue rejeitando negociações diretas entre os dois países.

A atual guerra entre Israel e o Hezbollah começou quando o grupo lançou foguetes contra Israel dias após os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, em 28 de fevereiro. Desde então, as tropas israelenses ocupam uma ampla faixa do sul do Líbano. Chanceler do Egito defende retomada das negociações O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, defendeu neste sábado a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.

O apelo foi feito durante conversas telefônicas separadas com os chanceleres do Bahrein e de Omã, país localizado do outro lado do Estreito de Ormuz. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Egito, Abdelatty afirmou que a prioridade deve ser a redução das tensões e pediu a manutenção da segurança da navegação no estreito, onde o tráfego continua reduzido enquanto o Irã mantém o controle da hidrovia.